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PMEs brasileiras se instalam nos Estados Unidos

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Interesse de empresas brasileiras em se instalar nos EUA voltou a aumentar no início do ano passado e, apesar da crise, atingiu em dezembro níveis inéditos.

A história da carioca Simone de Oliveira é daquelas que de tão absurda parece inventada. Dez anos atrás (2001), quando ainda trabalhava como produtora musical, ela esteve em Miami (Flórida) acompanhado a banda Cidade Negra e decidiu ficar por lá.

Antes mesmo de a turnê acabar, Simone, formada em administração de empresas, já estava empregada numa consultoria que tinha vagas abertas para quem falasse português. “Estava insatisfeita no Brasil, mas não saí de lá com esse propósito. Na banda, ninguém acreditou que eu não fosse voltar.”

Com alguns anos de Miami, a brasileira percebeu que podia ganhar dinheiro ajudando os conterrâneos a se instalar em território americano. Ela própria abriu sua empresa de consultoria e hoje ensina o caminho das pedras para quem quer iniciar uma operação, comprar ou vender nos Estados Unidos.

Em geral, são micro e pequenas empresas, que não fazem ideia de como tocar a internacionalização. “O brasileiro ainda tem muito receio e acha que vai gastar milhões para abrir um negócio fora do País”, diz.

Início

Como em todo negócio que está começando, Simone teve de ir devagar. Nos primeiros anos da America Expert, ela assessorava em média quatro empresas por ano. “Durante a crise, foi uma seca só”, conta. O interesse de empresas brasileiras em se instalar nos EUA voltou a aumentar no início do ano passado e, apesar da crise, atingiu em dezembro níveis inéditos, segundo a gerente de Comércio Exterior da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos, Camila Moura. “Alguns fatores explicam esse movimento, como a desvalorização do dólar e a necessidade de se aproximar de clientes e fornecedores”, explica. “Mas há também outros motivos, como o acesso a financiamentos e os incentivos locais, que aumentaram por causa da crise, numa tentativa de atrair investimentos e gerar empregos.”

Não há estatísticas que indiquem esse crescimento, apenas percepções. A evolução dos negócios de Simone é uma delas. No ano passado, por mês, ela ajudou em média quatro empresas brasileiras a iniciarem operações em cidades americanas.

Uma delas foi a Khort – empresa carioca com pouco mais de dois anos de vida. Ela produz um pequeno dispositivo de plástico com uma lâmina que corta o bico dos sachês de ketchup, mostarda e maionese numa única passada. Após ser premiada como uma das melhores invenções da América, a Khort começou a receber encomendas de outros países. Com o negócio no Brasil, seria inviável atendê-las.

“Compramos as lâminas nos Estados Unidos e elas chegavam aqui custando três vezes mais”, diz o empresário Leopoldo Almeida. No início do ano, a empresa passou a produzir os dispositivos lá mesmo e deve entregar as primeiras 30 mil peças em março. Leopoldo levou três dias para registrar a filial americana. No Brasil, levou 45. “Só assim poderia viabilizar as exportações.”

Fonte: Naiana Oscar para o jornal O Estado de S. Paulo, com alterações

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