29 Março 2011
Para o presidente da CNI, os acordos de bitributação e regras mais claras para preços de transferência estão entre as prioridades das empresas brasileiras
Por Agência EstadoO presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou hoje que acordos de bitributação e regras mais claras para preços de transferência são prioridades para as empresas brasileiras que se internacionalizam. Ele participou na manhã de hoje da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, que está sendo realizada em Brasília.
"Acompanhamos com grande interesse as ações governamentais voltadas para criação de novos mecanismos institucionais para o diálogo bilateral", disse. Ele se referia a importância da concretização do Tratado de Cooperação Econômica e Comercial (TECA, na sigla em inglês). "O TECA poderá ser um instrumento importante para uma gestão mais adequada da agenda entre nossos países", reforçou Andrade. O presidente da CNI detalhou que na Agenda Brasil-EUA, além de incluir acordos para facilitação de comércio e acordos de bitributação, existem questões urgentes para serem tratadas como no campo de energia renovável - Brasil e Estados Unidos são responsáveis por 80% da produção mundial de etanol. "A expansão do uso dessa modalidade de combustível dependerá do diálogo e de ações entre dois países em normas técnicas e na eliminação de barreiras ao comércio", frisou.
Em seu discurso, Andrade reforçou ainda que o Brasil é um País aberto ao comércio e aos investimentos internacionais. Além disso, as transformações econômicas e políticas ocorridas nas últimas décadas fortaleceram a economia e elevaram seu potencial de crescimento. Mas, para que o País continue crescendo com sustentabilidade, frisou que é necessário reformar e diminuir drasticamente as ineficiências e complexidades do sistema tributário, assim como mudar as relações de trabalho, reformar a previdência, melhorar o ambiente regulatório e a eficiência do gasto público.
Pré-sal
O interesse na produção de petróleo explorado na região do pré-sal foi o destaque do discurso de David Sandalow, subsecretário para Política e Assuntos Internacionais do Departamento de Energia dos Estados Unidos, durante o seminário.
Sandalow afirmou que os americanos querem ser "parceiros" no desenvolvimento da produção de petróleo na costa brasileira e que os Estados Unidos serão "um bom cliente" do Brasil quando o País iniciar as vendas externas do petróleo que for extraído do pré-sal.
fonte: Época Negócios
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