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Atuação no exterior promove crescimento de empresas brasileiras

Internacionalizar pode ser opção para baratear custos, difundir marcas e gerar parcerias lucrativas

Nos últimos anos, grande parte das empresas nacionais passaram a investir em um processo crescente de inserção de negócios em outros países.

De acordo com um estudo divulgado em junho deste ano pela Fundação Dom Cabral, em 2010 os investimentos de empresas brasileiras no exterior alcançaram a marca de US$ 11 bilhões, recuperando a queda ocorrida em 2009, proveniente da crise financeira mundial. Além disso, no mesmo ano as 20 empresas mais internacionalizadas do país tiveram mais de um terço de seus ativos totais no exterior.

Para José Augusto de Castro, administrador de empresas e presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, mais do que uma estratégia de mercado ou um desejo de crescimento, as empresas nacionais têm visto na internacionalização uma forma de fuga de capital. “É o jeito que elas têm encontrado para diluir riscos. Com o Real valorizado, o produto brasileiro está muito caro e as empresas estão indo para o exterior para produzir e exportar de volta para cá e para atender os clientes de lá a partir da filial”, afirma.

Para ele, ao contrário do que muitos pensam, a internacionalização não é prejudicial ao desenvolvimento econômico interno. “A expansão dos negócios no exterior faz com que a empresa se fortaleça como um todo. A Coca-Cola, por exemplo, se internacionalizou para ir ao encontro de seu mercado consumidor e divulgar sua marca em outros países. Se você fica restrito ao seu mercado, pode correr o risco de ficar escondido do mundo, ao passo que lá fora essas empresas geram lucros e acabam entrando como dividendos para o Brasil”, diz.

Um exemplo de empresa brasileira que conta com grande parcela de suas atividades no exterior é a Brasil Foods, criada a partir da fusão das alimentícias Sadia, que já atuava na América Latina, Europa e Ásia, com a Perdigão, que contava com uma ampla rede de negócios internacionais e exportava desde a década de 70 para a Arábia Saudita. Juntas, elas estão espalhadas em 20 países pelo mundo e contam com 60 unidades industriais brasileiras.

Para uma empresa que ainda não se internacionalizou, é fundamental buscar informações sobre o país em que se pretende ingressar, principalmente no que diz respeito a possíveis acordos bilaterais ou multilaterais e também sobre as leis locais em relação à transferência de lucros e dividendos que podem favorecer os negócios no futuro.

Joint-ventures, franquias e licenciamentos são algumas das formas que as empresas nacionais procuram para expandir seus negócios em terras estrangeiras. No caso de micros e pequenas empresas, a exportação direta ou indireta é a forma mais comum e segura para se ganhar espaço no mercado internacional.

O último levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostra que mais de 22 mil empresas nacionais exportaram produtos em 2009, sendo que metade eram MPE’s, atuantes, principalmente, na América Latina.

Para Jaime Kochi, consultor do Sebrae-SP, apesar dos subsídios oferecidos pelo governo para estimular a exportação, esse número poderia ser bem maior. “Infelizmente ainda não se tem uma cultura de exportação no Brasil. Por isso, antes de ingressar no mercado externo é necessário que o micro e pequeno empresário brasileiro tenha grande mudança de mentalidade e procure entender ao máximo esse novo passo. Se aventurar em um cenário desconhecido é muito arriscado, e só uma inserção bem planejada no exterior pode trazer vantagens”, alerta.

O micro e pequeno empresário que deseja iniciar um processo de internacionalização da empresa, pode contar com o Sebrae, que possui um  Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, com o intuito de  incentivar a exportação, a importação e a consolidação de parcerias entre empresas do Brasil e exterior.

Para saber mais sobre o assunto, conheça o site BrasilGlobalNet, uma ferramenta de apoio mantida pelo governo federal,  que oferece conteúdo dedicado às empresas brasileiras que planejam se lançar no mercado externo.

Portal HSM